Conheça um misterioso mundo de fantasia medieval, onde as raças devem terminar uma antiga luta entre anjos e demônios. Porém, como decidir por que lado lutar? Quem estará certo? Isso somente você poderá dizer ao explorar as vastas terras de Dragonologys..


Raças: Humanos, Elfos, Minotauros, Butterflies, Anões, NightWitches, Meio-Orcs, Hobbits e Centauros.

Monstros: Dragões
História: vide 'Prólogo'
Mapa: Vide 'Mapa'.

13 abril, 2010

~Prólogo~

  Para compreendermos um pouco mais sobre o mundo, apresentarei um pergaminho que encontrei em algum lugar remoto. Não posso dizer se o apresentado aqui é realidade ou ficção, quero apenas que tirem suas próprias conclusões...


  Segue ai a transcrição do pergaminho:






[...] No princípio... bom, o princípio não importa muito. A unica coisa que existia era o Grande Criador, um ser que não podemos descrever bem, apenas que ele era tudo, assim como não era nada, pois não havia nada no princípio. Não se sabe se ele criou a tudo, se ele é toda existência ou se é um ser vindo de outro plano, apenas sabemos que é nosso Deus.


Em um determinado momento,  o Criador decidiu fazer um ser a sua semelhança, com os mesmos poderes e características. O problema é que essa criatura não podia ser perfeita, ambos não podiam coexistir no mesmo plano, e então ela adoeceu, ficando insana. Para ambos poderem permanecer nesse plano foi necessária um equilíbrio,  uma energia que concentrasse seus poderes. Aí se deu a criação do mundo e de toda área que o circunda, porém não cabe a mim descreve-la.


Esse mundo foi feito à perfeição do Criador, onde poderia coexistir com sua primeira criação, e onde toda forma de vida e não vida viria a surgir, assim como conhecemos. Porém, naquela época o mundo era perfeito, tudo que existia estava em harmonia. Foi aí que o Criador formou os Hariels, ou anjos, como chamam na nova língua. As mais puras criaturas, que guiavam com maestria a ordem do mundo, segundo a vontade do Criador. Sim, éramos perfeitos...
 Por isso achamos graça aos olhos do Primogênito, a primeira criatura. Ele sempre nos observava, ou melhor, nos sentia, assim como o sentíamos, e podíamos perceber sua presença em tudo que fazíamos.
 Chegou uma hora em que o Primogênito resolveu criar também, fazer seus próprios anjos, porém ele estava enlouquecido, e seu poder distorcido. Seus anjos, apodrecidos...
 Eles não eram como nós, não podiam viajar pelos planos, estando retidos apenas ao plano material, à matéria. E eles eram perversos, sentiam prazer em distorcer a perfeição do mundo, e vagavam como carniçais pela terra, destruindo aquilo que amávamos.
Não gostávamos deles... Pensávamos que, assim como o Criador teve que estabelecer um equilíbrio com o Primogênito, teríamos de nos harmonizar a eles, e o mundo que conhecíamos não seria mais o mesmo. Daí veio o primeiro pensamento de egoísmo.
Me recordo de como as reclamações percorreram toda a criação, até que as vozes ficaram mais altas e resolvemos nos unir para reverter a situação. Não poderíamos deixar o mundo nas mãos de tais seres.
Pela primeira vez nossos instrumentos tomaram forma de armas, à semelhança daquilo que os Hashkas usavam, ou como chamam aqui, demônios.
Parei agora para observar a reluzente espada ao meu lado... Apenas o que sabemos fazer agora é isso... Voltando à estória, algum tempo se passou no qual aguardamos. Estávamos crentes de que eles nos atacariam, e por isso criamos um grupo de defesa, que se estabeleceu no plano material. Tínhamos muito medo do que aconteceria, não sabíamos o que era esse ódio, nem o que era guerrear e muito menos o que era morrer...
"Coitados", penso agora. Nem fazíamos idéia de que éramos nós que preparávamos a guerra, nós que fomos tomados pelo ódio e nós que preparamos a guerra. Os Hashkas não pretendiam nada para conosco, e agora penso que nós que estávamos loucos. O grupo de defesa que havia se instalado no plano material começou a observar mais de perto os Hashkas, para podermos saber o que pretendiam.
Ninguém se lembra como foi o primeiro conflito, apenas recordamos que se iniciou uma grande mobilização para a terra. Precisavam de soldados, e ainda me pergunto como seres pacíficos como os anjos aprenderam de uma hora para outra a combater.
Quando cheguei só me lembro que a guerra já estava ocorrendo. Hordas de Hariels e Hashkas se enfrentavam nos campos, planejavam estratégias e treinavam diferentes técnicas de combate. Porém ainda havia o medo...
Receávamos o que aconteceria ao mundo com a guerra, e temíamos a morte. Em pouco tempo descobri que os Hashkas também compartilhavam dos mesmos pensamentos, porém a guerra continuava como uma simples brincadeira.

Éramos tão puros e inocentes que simplesmente não sabíamos o que estávamos fazendo. Engraçado de se pensar que a loucura dos Hashkas se tornou sabedoria, e a nossa perfeição apenas ódio. Lastimável que não tenhamos percebido isso antes, agora não podemos fazer mais nada. Essa deve ser a harmonia do mundo que tanto temíamos...
 Essa guerra simplesmente não tem fim... estamos loucos demais para pensar em algo. Já se passaram tantos séculos de guerra que nem sabemos mais o propósito de lutarmos, por isso estou mantendo um pouco de nossa memória a salvo neste pergaminho.
Chegou uma hora que essa Guerra Eterna parecia ter chegado ao fim. Ainda fico aterrorizado ao me lembrar da cena. Em um dia qualquer no qual fomos lutar por uma fortaleza que havia sido tomada, ambos os lados aguardavam para se enfrentar em mais uma batalha, quando avistamos um dragão gigantesco vir do longe. Não podíamos calcular seu tamanho, nem medir sua força. A visão era bela e temerosa, e todos, tanto Hariels como Hashkas, pararam para observa-lo. Por um momento não pensamos nada, e então, o medo.
Logo fomos inundados por um terror imenso, pensando que o dragão era mais uma criação do Primogênito, e batemos em retirada. Fomos covardes, inúteis ao ver a mera aparição do dragão. Mais tarde descobri que os Hashkas também se retiraram, temendo que o dragão estivesse do nosso lado... No final ninguém sabia ao certo qual o verdadeiro objetivo dele, e, tomados pelo medo, nos retiramos cada um para seu lado, e nunca mais nos confrontamos diretamente.
Nesse tempo, as raças que antes eram como animais para nós começaram a se desenvolver e a dominar a natureza a sua volta, se mostrando futuras aliadas no combate aos demônios. Os anjos que ficaram no plano material nunca mais conseguiram sair da terra, se estabelecendo nas cidades flutuantes. Os demônios se espalharam por toda a terra, alguns se tornando mais monstruosos e outros mais 'normais'.
Muitos dizem que o dragão, que nomeamos como Dragonologys, tomou uma humana da Floresta do Alvorecer e teve um filho com ela, desaparecendo em seguida. Não sei se é verdade, mas prefiro acreditar que foi uma obra do Criador, enviado para acabar com a guerra e dar chance às raças para que dominem seu mundo.
Enquanto o tempo corre nós apenas observamos como as raças se desenvolvem, aguardando o momento certo de retomar a nossa eterna guerra...

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